O mundo deve se unir para “vencer a poluição por plástico”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrando que o lixo plástico presente, hoje, no oceano “supera as estrelas de nossa galáxia”.
“Nosso
mundo está sendo inundado por resíduos plásticos prejudiciais.
Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas acabam nos oceanos”
afirmou.
Um planeta saudável é essencial para um futuro próspero e pacífico - “todos nós temos um papel a desempenhar na proteção de nossa única casa”.
“Nosso mundo está sendo inundado por resíduos plásticos prejudiciais”, afirmou. “Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas acabam nos oceanos”.
Apontando a surpreendente comparação entre as estrelas no cosmos e os plásticos no oceano, o secretário-geral da ONU ressaltou que “das ilhas remotas ao Ártico, nenhum lugar está intocado”.
Se as tendências atuais continuarem, em 2050 nossos oceanos terão mais plástico do que peixes, disse ele.
No Dia Mundial do Meio Ambiente, Guterres pediu que todos interrompam o uso de plásticos descartáveis, como garrafas. “Recuse o que você não pode reutilizar”, declarou.
“Juntos, podemos traçar um caminho para um mundo mais limpo e mais verde”, concluiu o secretário-geral da ONU.
Desde a sua primeira comemoração, em 1974, o Dia Mundial do Meio Ambiente ajudou a aumentar a conscientização e gerar impulso político em torno de preocupações ambientais globais, como o esgotamento do ozônio, a desertificação e o aquecimento global.
A ONU Meio Ambiente lançou em 2018 o REN21, ou “Relatório de Status Global Renewables 2018“, que mostra um quadro positivo do setor de energia renovável, caracterizado por queda de custos, aumento de investimento e modelos de negócios inovadores que estão gerando mudanças rápidas.
A Rede de Políticas de Energia Renovável para o Século 21, ou REN21 — apoiada pela ONU Meio Ambiente — é uma rede global de políticas de energia renovável que visa facilitar troca de conhecimento, desenvolvimento de políticas e ação conjunta para uma rápida transição global para energia renovável.
Após anos de apoio político ativo (impulsionado por avanços tecnológicos, crescimento rápido e reduções drásticas de custos em energia solar e eólica) a eletricidade renovável é agora mais barata do que a geração de energia nuclear e fóssil recém-instalada em muitas partes do mundo.
Mas nem todas as notícias são boas. Há um progresso desigual entre os setores e entre as diferentes regiões geográficas e uma “desconexão fundamental” entre os compromissos e a ação real na prática.
O setor de energia por si só não fornecerá as reduções de emissões exigidas pelo Acordo de Paris para o Clima ou as aspirações do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 7 (ODS 7) de garantir acesso a energia acessível, confiável, sustentável e moderna para todos, segundo o relatório.
Os setores de aquecimento, resfriamento e transporte, que juntos respondem por cerca de 80% da demanda mundial total de energia, também estão atrasados. Simplificando, a transição global de energia renovável está progredindo muito lentamente.


