quarta-feira, 20 de março de 2019

Mundo está sendo ‘inundado’ por lixo plástico, diz secretário-geral da ONU.


O mundo deve se unir para “vencer a poluição por plástico”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrando que o lixo plástico presente, hoje, no oceano “supera as estrelas de nossa galáxia”.

“Nosso mundo está sendo inundado por resíduos plásticos prejudiciais. Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas acabam nos oceanos” afirmou.





Um planeta saudável é essencial para um futuro próspero e pacífico - “todos nós temos um papel a desempenhar na proteção de nossa única casa”.
“Nosso mundo está sendo inundado por resíduos plásticos prejudiciais”, afirmou. “Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas acabam nos oceanos”.
Apontando a surpreendente comparação entre as estrelas no cosmos e os plásticos no oceano, o secretário-geral da ONU ressaltou que “das ilhas remotas ao Ártico, nenhum lugar está intocado”.
Se as tendências atuais continuarem, em 2050 nossos oceanos terão mais plástico do que peixes, disse ele.
No Dia Mundial do Meio Ambiente, Guterres pediu que todos interrompam o uso de plásticos descartáveis, como garrafas. “Recuse o que você não pode reutilizar”, declarou.
“Juntos, podemos traçar um caminho para um mundo mais limpo e mais verde”, concluiu o secretário-geral da ONU.
Desde a sua primeira comemoração, em 1974, o Dia Mundial do Meio Ambiente ajudou a aumentar a conscientização e gerar impulso político em torno de preocupações ambientais globais, como o esgotamento do ozônio, a desertificação e o aquecimento global.
A ONU Meio Ambiente lançou em 2018 o REN21, ou “Relatório de Status Global Renewables 2018“, que mostra um quadro positivo do setor de energia renovável, caracterizado por queda de custos, aumento de investimento e modelos de negócios inovadores que estão gerando mudanças rápidas.
A Rede de Políticas de Energia Renovável para o Século 21, ou REN21 — apoiada pela ONU Meio Ambiente — é uma rede global de políticas de energia renovável que visa facilitar troca de conhecimento, desenvolvimento de políticas e ação conjunta para uma rápida transição global para energia renovável.
Após anos de apoio político ativo (impulsionado por avanços tecnológicos, crescimento rápido e reduções drásticas de custos em energia solar e eólica) a eletricidade renovável é agora mais barata do que a geração de energia nuclear e fóssil recém-instalada em muitas partes do mundo.
Mas nem todas as notícias são boas. Há um progresso desigual entre os setores e entre as diferentes regiões geográficas e uma “desconexão fundamental” entre os compromissos e a ação real na prática.
O setor de energia por si só não fornecerá as reduções de emissões exigidas pelo Acordo de Paris para o Clima ou as aspirações do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 7 (ODS 7) de garantir acesso a energia acessível, confiável, sustentável e moderna para todos, segundo o relatório.
Os setores de aquecimento, resfriamento e transporte, que juntos respondem por cerca de 80% da demanda mundial total de energia, também estão atrasados. Simplificando, a transição global de energia renovável está progredindo muito lentamente.

segunda-feira, 18 de março de 2019

O outono está chegando...


O outono começa dia 20 de março e, este ano, terá influência do fenômeno El Niño, mas com fraca intensidade. Confira as previsões da Clima Tempo: 

Uma das principais características do outono no Brasil é a redução da frequência e do volume médio de chuva na maioria das áreas do país, mas especialmente sobre os estados do Sudeste e do Centro-Oeste.


Os dois mapas abaixo mostram esta diferença. Veja como a chuva diminui na divisa de São Paulo com Minas Gerais. Em locais onde a média de chuva passa de 300 mm em janeiro, em abril, a média de chuva cai para pouco mais de 100 mm.



Mas nem tudo é seca no outono do Brasil. Os dois primeiros meses do outono são os mais chuvosos do ano nas áreas ao norte da Região Norte e no litoral norte do Nordeste.  No leste do Nordeste, o outono é o período com maior média de chuva. É comum termos temporais provocados pelos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL) nas capitais João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju e Bahia.

Algumas frentes frias de abril pode chegar fortes sobre a Bahia e ajudam a manter o tempo úmido no Espírito Santo e no norte de Minas Gerais. Estas frentes frias também estimulam chuva na região do Tocantins e no Distrito Federal. Em anos neutros, o tempo seca de vez em grande parte do interior do país depois da chuva de abril.

Em relação à temperatura, o outono marca a passagem das primeiras massas de ar frio de origem polar de forte intensidade sobre o Brasil. Em geral, estas ondas de frio começam a surgir em maio, mas já ocorreram ondas de frio muito fortes em abril.
No decorrer da estação, ocorrem situações especiais, onde a circulação de ventos sobre a América do Sul leva o ar frio de origem polar  para Rondônia, Acre e o sul do Amazonas provocando o fenômeno da friagem.

O grande diferencial do outono 2019 será a influência de um El Niño, que mesmo estando com fraca intensidade, vai interferir no padrão de chuva e de temperatura da estação. A expectativa é de que o El Niño persista até o fim de junho, mas enfraquecendo cada vez mais.

Além do El Niño, o outono de 2019 começa com a temperatura do oceano Atlântico Sul acima do normal. Estes dois fatores vão fazer com que o outono de 2019 tenha pouco frio. Algumas Massas polares fortes vão passar pelo Brasil durante o outono provocando frio por curto período no centro-sul do país.

Fonte: Clima Tempo